Vídeos do kadôncio

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Volta e meia, pessoas de outro setor aparecem em minha repartição. Tentam sempre vencer o ritmo implacável e hipnótico do ventilador. Chegam, puxam assunto meio a esmo e não se demoram muito a pedir uma bala, um doce qualquer. Os mais confiados são ágeis em abrir a gaveta e pescar uma guloseima.
Entre doces e travessuras, sou mais a segunda opção. Resolvi mudar a localização dos bens, só pra ver a frustração geral. Deu certo de início, mas toda piada tem prazo de validade. Resolvi mudar o número. Simples: No lugar do doce, deixava apenas uma embalagem vazia, como se houvesse um recheio interessante, entre outros verdadeiramente recheados. Princípio do ponto de fuga. Um elemento diferente do padrão tende a ser o mais notável.
Um a um desmanchavam o sorriso ao se deparar com a ausência dos comestíveis. Diverti-me. Entretanto, o deleite veio mesmo com Bigode, veterano na Organização. Sem ressalvas abriu a gaveta. Visualizou o Dadinho. Mecanicamente e num gesto furtivo, pegou-o.
- Mas que coisa é esta? Vocês não têm dó? Barbaridade! Comprem um coração pra vocês! Apenas fiquei com as bichas atacadas. Agora quero um dadinho…
Amassou a embalagem. Jogou-a num ato de revolta. Retirou-se desolado.

domingo, 26 de abril de 2015

Técnicas de sobrevivência na selva

Estava eu deleitando-me nos prazeres do sono, sobre a magnfica Maxflex ( que Deus a tenha) quando repentinamente ouço o despertador tocar "fooooonn", entaão levantei depressa desliguei o meu rádio 2000w/rms (que por sinal estava na sua potência máxima) o qual tem me auxiliado a chegar no horário correto do início das atividades diárias. Vesti a roupa que vi pela frente, e fui pra aula, como de costume sem lavar o rosto, escovar os dentes nem pentear o cabelo. Peguei a mochila, verifiquei a lancheira, e pus-me a caminhar. Acabei por perder o ônibus, e tinha como única alternativa outro ponto do transporte coletivo a uns 2 km. A caminhada era perigosa, tinha como passagem obtigatória um certo "matagal". Quando estava no meio do trajeto, ouço um barulho, algo parecido com um trovão " brooomm". Infelizmente não era chuva, era minha barriga, e como estava mais próximo ao matagal se comparado a minha casa, não tive dúvidas: adentrei naquele mato. Procurei um espaço limpo e realizei ali mesmo o danoso trabalho. Péssima ideia... Na preocupação com a dita lancheira esqueci meus cadernos.

Moral da história: melhor andar sem meias a andar com a cueca suja.

Liberdade X Frio

Hoje pela manhã, como de hábito, ao levantar fui tomar banho. Pela noite já havia deixado previamente separados os itens a serem utilizados para reiniciar a rotina. Meias, calça, camisa, calçado... Enfim, sempre tento preparar tudo para agilizar o ritual matutino.
Liguei o chuveiro e iniciei o dia. Deleite com água morna.
Ao desligar, naturalmente procurei a toalha. Não encontrando, pensei em duas hipóteses :
1. Sair sem roupa em busca de uma toalha, molhando toda a casa e passando muito frio (afinal o inverno já se anuncia).
2. Usar artimanhas de sobrevivência e não passar frio, evitando sair nu pela residência.
Escolhi a segunda.
Como o único pedaço de pano utilizável para tal fim parecia ser meu pijama, não tive dúvidas. Sequei-me triunfante com aquilo.
Orgulhoso do fato, coloquei-me a seguir o procedimento de arrumação. Entretanto, não encontrei minha cueca. Sentiria-me tão sexy com minha box... mas ela não estava lá, esqueci além da toalha.
Desta vez não haveria alternativa.
Abri a porta e segui em busca de minha roupa de baixo.
Até que a sensação de sair peladão pela casa foi boa. O problema mesmo foi frio.

terça-feira, 7 de abril de 2015

No egito

as bibliotecas eram chamadas tesouro dos remédios da alma. Defato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.
(Jacques-Bénigne Bossuet)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A noite não precisa ser fria


Cabelo macio e sedoso

Estava eu sossegado e perfeitamente acomodado numa poltrona bem estofada, ideal para entrar em estado alfa, ficando alheio ao mundo, temporariamente. Já haviam se passadas diversas páginas, um sujeito puxou assunto. Linguagem fática, sem importância e o assunto, desta maneira, foi só um pretexto. Alguns poucos minutos após o início da interrupção de minha leitura, o jovem perguntou sem pudor:
- Posso pegar no seu cabelo?
- Não.
Percebi que ele ficou constrangido. O Dó!
Por ter sido alvo de um flerte alheio, alguns que estavam por perto, não se contiveram e riram de mim por um bom tempo. A leitura foi adiada.