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terça-feira, 7 de abril de 2015

No egito

as bibliotecas eram chamadas tesouro dos remédios da alma. Defato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.
(Jacques-Bénigne Bossuet)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A noite não precisa ser fria


Cabelo macio e sedoso

Estava eu sossegado e perfeitamente acomodado numa poltrona bem estofada, ideal para entrar em estado alfa, ficando alheio ao mundo, temporariamente. Já haviam se passadas diversas páginas, um sujeito puxou assunto. Linguagem fática, sem importância e o assunto, desta maneira, foi só um pretexto. Alguns poucos minutos após o início da interrupção de minha leitura, o jovem perguntou sem pudor:
- Posso pegar no seu cabelo?
- Não.
Percebi que ele ficou constrangido. O Dó!
Por ter sido alvo de um flerte alheio, alguns que estavam por perto, não se contiveram e riram de mim por um bom tempo. A leitura foi adiada.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Calor humano

Alguns dias atras eu viajava de onibus, numa poltrona sem acompanhante ao lado. Anoiteceu, me cobri com a minha manta e adormeci. Acordei com mais outra pessoa debaixo dela: uma garota me querendo muito.  (Colaboração de Ana Schretto, correspondente de Ouro Preto)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Na biblioteca, em certos momentos, há avisos sobre atividades que se iniciam ou horários de departamentos encerrando o expediente. O comunicado vem através de uma voz feminina, cuja pessoa não tem uma boa dicção. É enfadonho ter sua concentração interrompida por uma locução incompreensível. Eu estava prestes a falar horrores sobre a gravação para os outros servidores... Antes disso, uma veterana da área, simpaticamente esclareceu: Esta locutora desprovida de boa dicção é a sua chefe.
[...]
Apenas contive minhas palavras, agradeci a informação e Retornei a ler.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Horário de verão e celuar novo

7:30 da manhã iniciava a aula. Cálculo por aproximadamente 3horas.
Recentemente eu havia adquirido um aparelho celular cujo modelo é mais novo, com sistema android, uma câmera super, memória ampla e outras características interessantes. Eu ainda me habituava ao sistema do novo aparelho, afinal o anterior era uma versão aprimorada dos "pós-jurássicos". Era útil, fazia e recebia ligações, recebia e enviava SMS. Não precisava de nada além disso. Verdade que por um tempo, o aparelho me condenou a algumas piadas, cujo motivo do riso era eu e meu celular.

Aceitei que havia outros modelos que poderiam me inserir novamente no Século XXI e lá estava eu com um aparelho fino, elegante, com tela touch, acesso à internet, câmera poderosa e outras novidades que ainda desconhecia. Naturalmente que eu manteria meus contatos do aparelho antigo. Portanto, nos primeiros dias, andei com ambos, simplesmente para nas horas vagas poder atualizar a agenda de um no outro.

Naquela manhã, o brinquedo novo precisava de carga na bateria. Um pouco antes do início da aula, procurei uma tomada. Eu estava ao centro do ambiente e visualizei um possível ponto de carga numa parede lateral à esquerda. Desloquei-me até lá e frustrado descobri que não havia uma entrada verdadeira para qualquer tipo de aparelho. O acesso estava bloqueado com tampas de segurança, cuja superfície havia sido decorada por arteiros. O desenho imitava perfeitamente uma tomada. Fui trolado. Consolei-me com o fato de que não fui o primeiro e nem serei o último a cair na graça de tal traquinagem. Prossegui na busca.

Um pouco ao fundo encontrei um ponto de carga verdadeiro. Conectei o aparelho e segui para onde seria um bom ponto com visão estratégica do quadro negro. Concluí que mais a esquerda era o ideal, visto que não havia o prejuízo visual por conta de reflexos. Lá pelas tantas, com a turma toda em silêncio catedrático, concentrando-se nos cálculos docentes, percebo um som semelhante ao despertador de meu celular. Tentei descobrir se era de fato o meu. Olhei para onde o havia deixado, mas não conseguia ter certeza se era de lá que vinha o som. Alguns segundos se passaram e o som aumentava, fato muito comum e despertadores.

Levantei, atravessei a sala na expectativa de desligar e descobri que não era o meu. Que alívio! Mas eu havia atravessado a sala, precisava retornar. Isso foi o suficiente para atrapalhar tudo.
Novamente em meu lugar, e o som continuava, cada vez mais forte. Intrigado perguntei de quem era.

Para minha infelicidade, eu havia esquecido que estava com o outro aparelho. Era horário de verão e o despertador não fora ajustado, conseqüentemente, despertou uma hora mais tarde, exatamente no horário da aula. Eu queria ser como uma avestruz, colocar a cabeça num buraco e "sumir".